Miguel Penha Chiquitano é um pintor autodidata cuja obra se enraíza na experiência direta com os biomas do Cerrado, Pantanal e Amazônia. Filho de pai Xiquitano e mãe Bororo, traz para sua prática a escuta aos saberes tradicionais e uma vivência imersiva com os ciclos da natureza. Em suas telas, a floresta é uma linguagem viva, um organismo que respira, guarda memória e convoca espiritualidade.
Ao longo de mais de quatro décadas de trajetória, Miguel consolidou uma poética que articula sofisticação técnica e consciência ambiental. Suas paisagens são construídas por sobreposições cromáticas em óleo, acrílica, cera de carnaúba e pigmentos naturais, onde raízes, troncos, névoas e seivas operam como signos de um território em risco.
Com mais de 50 exposições no Brasil e no exterior — incluindo França, Alemanha, Áustria e Bolívia — e vencedor do Prêmio Marcantonio Vilaça (2009), vive e trabalha na Chapada dos Guimarães (MT), que descreve como seu “ateliê a céu aberto”. Suas obras integram coleções institucionais, como o MARCO (MS), além de importantes acervos privados.

