João Castilho Belo Horizonte, Brasil, 1978

João Castilho (Belo Horizonte, MG, Brasil, 1978) vive e trabalha em Belo Horizonte. Atua no campo da fotografia expandida. O fotográfico, como forma de pensamento artístico, toma a forma de séries, fotoinstalações, colagens, vídeos, esculturas e curadorias. É doutor e mestre em Artes pela UFMG e especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard.

 

O motor comum de sua produção é o desejo de pensar a Terra em sua multiplicidade, desorganizando escalas e misturando temporalidades. Castilho constrói obras de quase-ficção que procuram representar esteticamente nosso pertencimento ao mundo. Há na sua pesquisa o que ele próprio chama de "geologia da cor": a perseguição de tonalidades semelhantes a partir de perspectivas distintas, gerando blocos de intensidade cromática que decompõem e recompõem os estratos das imagens.

 

A fotografia, na obra de Castilho, opera como dispositivo para investigar como as imagens revelam camadas do tempo, do território e da percepção. As séries dialogam com referências da literatura e da filosofia, e organizam-se com frequência em fotolivros, suporte que o artista trata como obra autônoma. Publicou Zoo (2017), Hotel Tropical (2013), Pulsão Escópica (2012), Peso Morto (2010) e Paisagem Submersa (Cosac Naify, 2008).

 

Castilho realizou quatro exposições individuais na Zipper Galeria: Chão em Chamas (2017), Porcelana e Vulcão (2015), Caos-Mundo (2013) e Hotel Tropical (2011). 

 

Apresentou também Atmosfera, no Memorial Minas Gerais Vale (Belo Horizonte, 2024); Paisagem Submersa, na Galeria Luisa Strina (São Paulo, 2008); e Zoo, no Image Festival Amman (Jordânia, 2019). Integrou coletivas como Second Nature: Photography in the Age of the Anthropocene, em itinerância pelo Anchorage Museum (2026), Cantor Arts Center / Stanford University (2025) e Nasher Museum of Art (Durham, 2024); Eloge du Vertige, na Maison Européenne de la Photographie (Paris, 2012); e Mythologies, na Shiseido Gallery (Tóquio, 2012). Participou da 10ª Bienal do Mercosul (2015), da 8ª Bienal Internacional de Curitiba (2013), do 19º Festival de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil (2015) e da 1ª FotoBienal MASP (2013). 

 

Recebeu, entre outros, o Prêmio SESC de Arte (2025), a Bolsa de Fotografia ZUM/IMS (2013), o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2010), o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Arte (2008 e 2014), o Prix Pour La Photographie do Musée du Quai Branly e a Bolsa Pampulha (2006). Foi residente em Les Résidences de Photoquai, no Musée du Quai Branly (Paris, 2011), e no Centre Soleil d'Afrique (Bamako, Mali, 2007). 

 

Suas obras integram acervos como Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-SP, MASP (Coleção Pirelli), Instituto Moreira Salles, MAR, Musée du Quai Branly, Museu Mineiro, Tokyo Metropolitan Museum of Photography, MAMAM (Recife) e Musée d'Art Moderne et Contemporain de Liège, entre outros.