Consuelo Veszaro (Jandira, SP, Brasil, 1978) vive e trabalha em São Paulo. Sua prática parte do desenho como elemento primordial e se expande do plano para a tridimensionalidade, transitando entre pintura, escultura e instalação. A artista ingressou na faculdade de Artes Plásticas em 1998 e construiu, desde então, uma pesquisa em torno da linha e da geometria, dos elementos primordiais da imagem (do ponto ao plano) e da relação entre materialidade e espaço.
A poética de Veszaro investiga a linha como acontecimento. A artista descreve seu processo como um diálogo, comparado a um jogo de tênis em que cada traço devolve algo a quem desenha, e a linha reverbera no espaço e no espectador. No seu trabalho, a linha pintada na tela e a linha esculpida no espaço operam em regime de equivalência: as esculturas são tratadas como desenhos tridimensionais. Funcionam como arquiteturas visuais que se sustentam na própria vulnerabilidade, escoradas no chão ou na parede, integradas ao ambiente em que se encontram.
A paleta da artista é essencialista, composta por pretos, brancos, cinzas, vermelhos e ocres que organizam um conjunto cromático que mantém a precisão do gesto e a respiração dos vazios. As composições se desdobram umas nas outras, sem hierarquia ou origem fixa; os espaços negativos sugerem trajetórias inacabadas, em que o intervalo e o equilíbrio precário importam tanto quanto o traço propriamente dito.
Veszaro passou a integrar o programa de artistas representados pela Zipper Galeria em 2024, onde realizou, no mesmo ano, a individual A expansão da linha. Participou de coletivas como a 5ª Bienal Internacional Arte Gaia (Portugal, 2023), a 4ª Bienal Arte Gaia (Portugal, 2021), o 51º Salão Luiz Sacilotto (Santo André, 2024), o 21º Salão Território da Arte de Araraquara (2024), o Salão Nacional de Arte de Jaguariúna (2022), o 16º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Guarulhos (2020), o 51º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (2019), Tanto mar e Nomear é aludir, no Centro Cultural dos Correios (Rio de Janeiro, 2024) e Cassia Bomeny (Rio de Janeiro, 2024), e Memória do Futuro, no Memorial Getúlio Vargas (Rio de Janeiro, 2023).

