Carolina Ponte (Salvador, Brasil, 1981) vive e trabalha entre Baltimore (EUA) e Petrópolis (Rio de Janeiro). Sua pesquisa parte do crochê e do desenho para construir obras de forte inclinação instalativa, ancoradas na integração de práticas têxteis populares ao campo da arte contemporânea.
A artista articula padronagens, cores e ritmos em composições multicoloridas que ocupam a parede e avançam sobre o espaço expositivo, ultrapassando a bidimensionalidade ao se expandirem como volumes em diálogo com a arquitetura. Sua produção traz o frescor estético das paisagens que a cercam e estabelece conversa com a tradição da gravura, da tapeçaria e do desenho contemporâneo, campos em que se formou pela Escola de Belas Artes da UFRJ e pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Realizou as individuais Adornando el Absurdo, na Galería Enrique Guerrero (Cidade do México, 2023); Espelho Labirinto, no CCBB Brasília (2022); Caleidoscópio, na DotART (Belo Horizonte, 2021); Loose Ends, na Jane Lombard Gallery (Nova York, 2021); Da linha, o fio, no Espaço Cultural BNDES (Rio de Janeiro, 2019); Tecer Mundos, no Sesc Quitandinha (Petrópolis, 2019); Líneas en el espacio, no Museo de la Cancillería (Cidade do México, 2019); Balangandã, na Zipper Galeria (2018); Tender Constructions, na Cité Internationale des Arts (Paris, 2017); Solo el excesso, MdM Gallery (Paris, 2016); E o silêncio?, na Galería Enrique Guerrero (Cidade do México, 2016); e Filigranas, na Zipper Galeria (2013), entre outras. Participou de coletivas como Watercolour no Textile Museum of Canada, em parceria com os Toronto 2015 Pan Am Games; Aquilo que nos une, na Caixa Cultural Rio de Janeiro (2016); e Lugar Comum, no Sesc Quitandinha (Petrópolis, 2012). Foi residente da Cité Internationale des Arts (Paris, 2017), do Riddergade AIR / Viborg Kunsthal (Dinamarca, 2017) e do FB AIR Program (Facebook, São Paulo, 2018).

