Marcelo Tinoco (São Paulo, Brasil, 1967) vive e trabalha em São Paulo. Licenciado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado em 1993, dedica-se à fotografia desde a infância: filho de fotógrafa, cresceu em laboratórios PB e aos 12 anos já revelava seus próprios filmes e fazia montagens fotográficas. Por boa parte da carreira teve estúdio próprio de fotografia publicitária. Em 2010, afirmou-se como artista no campo das artes contemporâneas.
A técnica do artista é nomeada por ele de "fotografia multidisciplinar". Tinoco mescla imagens reais de própria autoria com pintura, intervindo na imagem fotográfica com colagens, recortes e pinturas com pincéis digitais. Sua pesquisa parte de uma matriz fotográfica para deslocar o suporte das funções de representação fiel da realidade rumo a outros campos das artes visuais, sobretudo a pintura. A inspiração no movimento impressionista, na luz natural em paisagens e em referências como Burle Marx, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Kew Garden, em Londres, atravessa séries recentes que reúnem fotografias de jardins tropicais coletadas em viagens. O artista coleciona plantas como quem coleciona personagens, transformando cada imagem em narrativa que ultrapassa o real.
Recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2013) e foi premiado no 45º Salão de Arte de Piracicaba (2013). Realizou as individuais Museu de Novidades, na Zipper Galeria (2020); Era Uma Vez, na Zipper Galeria (2014); Histórias Naturais, na Caixa Cultural Rio de Janeiro (2014); Timeless, em itinerância pelo Museu Municipal de Hortolândia (2025), Museu Municipal Eduard Coruripe Costa (Votuporanga, 2023) e Memorial Rezende Barbosa (Assis, 2013); Nova Fotografia, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (2012); e Fotorama, no Consulado Brasileiro de Frankfurt (2011). Participou de coletivas como Natureza Viva, no Centro Cultural FIESP (São Paulo, 2024); Ao Amor do Público 1, no Museu de Arte do Rio (2016); 65º Salão Paranaense, no MAC do Paraná (2014); e da I FotoBienal MASP/Pirelli (MASP, 2013), com itinerância no Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2013-2014). Suas obras integram acervos do Museu de Arte do Rio, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Consulado Brasileiro em Frankfurt. Publicou Diorama (resultado do Prêmio Marc Ferrez), pelo MIS (2014), e ministrou cursos e workshops em instituições como MIS, Itaú Cultural e Caixa Cultural Rio.

