Felipe Góes São Paulo, b. 1983

Felipe Góes (São Paulo, Brasil, 1983) vive e trabalha em São Paulo. Dedica-se à produção autoral desde os 22 anos. Cursou Pintura no Instituto Tomie Ohtake sob orientação de Paulo Pasta (2008-2012), História da Arte com Rodrigo Naves (2007 e 2016) e Arquitetura na Universidade Mackenzie (2002-2006). Atualmente, participa do programa de mestrado em Pintura (Painting MFA) na Savannah College of Art and Design (SCAD), nos Estados Unidos.

 

A pesquisa de Góes investiga a produção e percepção de imagens na contemporaneidade a partir do recorte da paisagem natural e do cosmos. As pinceladas são expressivas, a paleta apresenta cores vibrantes, ousadamente fantasiadas, e cada tela funciona como uma janela aberta para que o espectador projete suas próprias memórias. As paisagens emergem do encontro entre memória e fantasia, em "não-lugares" que beiram a abstração. Em sua obra, a paisagem opera como dispositivo para discutir natureza, meio ambiente e existência no planeta Terra.

 

Realizou as individuais Ser Ilha, na Zipper Galeria (São Paulo, 2025); Disco Celeste, na Zipper Galeria (São Paulo, 2023); Zirkadianer Rhythmus, na Galeria Kogan Amaro (Zurique, 2022); Ciclo Circadiano, na Galeria Kogan Amaro (São Paulo, 2022); Cataclismo, na Galeria Kogan Amaro (São Paulo, 2019); Bennu, na Galeria Virgílio (São Paulo, 2018); Paisagens, na Galeria Murilo Castro (Belo Horizonte, 2018); Paisagem incerta, no Instituto Moreira Salles (Poços de Caldas, 2017); Recanto, no Museu Universitário de Arte da UFU (Uberlândia, 2017); Ocaso, na Galeria Virgílio (São Paulo, 2016); Dissolução, na Central Galeria de Arte (São Paulo, 2014); Dilute, no Phoenix Institute of Contemporary Art (Arizona, 2014); e A aparência da memória, na Usina do Gasômetro (Porto Alegre, 2012).

 

Em 2026, integrou a coletiva Telúricos, na Galeria Nara Roesler (São Paulo). Participou da 2ª Bienal Internacional de Asunción (Paraguai, 2017) e de coletivas como El viaje interminable, no Palácio Pereda / Embaixada Brasileira em Buenos Aires (Argentina, 2023); Ephemeral Existence, no Studio 620 (Nova York, 2022); Color Bind, na Galeria Kogan Amaro (São Paulo, 2021, com curadoria de Marcello Dantas); Utopia de colecionar o pluralismo da arte, na Fundação Marcos Amaro (Itu, 2019); Paisagens que aprendi de cor, no Museu Inimá de Paula (Belo Horizonte, 2018); Mapping Spaces, no Kentler International Drawing Space (Nova York, 2016); e Ainda não é o fim do mundo, no Paço das Artes (São Paulo, 2025).

 

Suas obras integram acervos como o MARGS (Porto Alegre), o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Pelotas), o Museu de Arte de Ribeirão Preto, o MACS (Sorocaba), o Instituto Figueiredo Ferraz, a Coleção Marcos Amaro, o Kentler International Drawing Space (Nova York) e o Mesa Community College (Arizona). Foi residente na Ottawa School of Art (Canadá, 2024), na School of Visual Arts (Nova York, 2021), no Phoenix Institute of Contemporary Art (Arizona, 2014) e no Instituto Sacatar (Itaparica, 2012).