Giovani Caramello Santo André-SP, b. 1990

Giovani Caramello (1990, Santo André, SP) dedica-se ao hiper-realismo figurativo. 

Sua obra integra acervos institucionais como o Museu de Arte do Rio (MAR) e a Casa do Olhar Luiz Sacilotto, em Santo André, e foi incluída na coletiva 50 anos de Realismo, no CCBB, ao lado de nomes como John DeAndrea e Peter Land.

 

Embora seu vocabulário formal dialogue com a tradição do hiper-realismo, Caramello evita a ilusão completa. Suas figuras têm proporções que se afastam do corpo natural, as escalas variam do muito reduzido ao monumental, e o acabamento em resina policromada confere uma qualidade próxima da ilustração tridimensional. Esse deslocamento impede deter-se apenas na virtuose da execução e convida a olhar para o que as figuras comunicam por meio da postura e da expressão facial.

 

O processo de trabalho de Caramello articula procedimentos digitais e manuais. Parte do desenho, passa pela modelagem em software 3D, pela impressão em filamento em escala real e, sobre essa base, aplica camadas de plastilina para construir texturas e detalhes anatômicos. Só então realiza o molde e as tiragens em resina ou outros materiais, seguidas de pintura manual peça a peça.

 

O tema central de sua pesquisa poética é a impermanência: a efemeridade do tempo vivido, a solidão como experiência partilhada, a fragilidade da condição humana diante da passagem dos anos.