SP-Arte — Zipper Open — 1º Andar: estande C8
O estande de mercado secundário da Zipper Galeria na SP-Arte reúne obras de mais de trinta artistas que, juntos, compõem um panorama amplo da arte moderna e contemporânea produzida no Brasil e em diálogo com o país ao longo de mais de oito décadas.
São trabalhos de artistas emblemáticos, que ajudaram a inventar uma imagem do Brasil — Di Cavalcanti e Djanira —, passando pelo abstracionismo lírico de Manabu Mabe, Samsor Flexor, Yolanda Mohalyi e Iberê Camargo, e também pelo rigor geométrico e cinético de Luiz Sacilotto, Abraham Palatnik, Cruz Díez e Arcangelo Ianelli.
Mira Schendel, Hélio Oiticica, Antonio Dias, Cildo Meireles e Anna Maria Maiolino representam um núcleo de experimentação radical que posicionou a arte brasileira como referência central no cenário internacional. Ao seu lado, Frans Krajcberg e Emanoel Araújo afirmam a potência da matéria, um pela via da natureza, outro pela herança afro-brasileira traduzida em cortes e relevos. Waltércio Caldas e Amílcar de Castro estendem esse compromisso com a forma tridimensional, um pela precisão quase imaterial do aço, outro pela dobra que transforma o plano em espaço.
Nelson Leirner e Geraldo de Barros figuram como vozes fundamentais da contestação e da ruptura, enquanto José Roberto Aguilar comparece com sua pintura gestual e vibrante. Tunga, com sua presença singular entre o mito e a matéria, e Yutaka Toyota, na investigação do espaço infinito, ampliam as fronteiras do que a escultura pode ser. Alex Cerveny e Megumi Yuasa, cada um em sua linguagem, acrescentam ao conjunto uma dimensão poética e sensível raramente encontrada.
Paulo Pasta e Gonçalo Ivo percorrem caminhos distintos na investigação da cor e da luz, enquanto Leonilson comparece com sua força intimista, e Siron Franco com sua composição visceral e perturbadora. Os Gêmeos trazem o universo onírico da arte urbana, Vik Muniz reinventa a imagem a partir de materiais inesperados, e Damien Hirst, único nome estrangeiro do conjunto, acrescenta sua reflexão sobre a morte e a beleza com a caveira explodida em prata.
Reunidos, esses artistas compõem um mosaico que espelha a riqueza e a complexidade da arte que se fez no Brasil e ao seu redor. São obras que atravessaram o tempo e que seguem despertando, em novos contextos e olhares, a mesma potência que as tornou indispensáveis.
