Fernando Velázquez (Montevidéu, Uruguai, 1970) vive e trabalha em São Paulo. Artista multimídia, suas obras incluem vídeos, instalações e objetos interativos, performances audiovisuais e imagens geradas com recursos algorítmicos. Explora a relação entre natureza e cultura, colocando em diálogo dois tópicos principais: as capacidades perceptivas do corpo humano e a mediação da realidade por dispositivos técnicos. Interessa-se pelo cruzamento da arte com outras áreas do conhecimento como a ciência, a filosofia e a antropologia visual.
Mestre em Moda, Arte e Cultura pelo Senac-SP e pós-graduado em Vídeo e Tecnologias On e Off-line pelo MECAD de Barcelona, participa de exposições no Brasil e no exterior, com destaque para a Emoção Art.ficial Bienal de Arte e Tecnologia (Brasil, 2012), a Bienal do Mercosul (Brasil, 2009), o Mapping Festival (Suíça, 2011), a WRO Biennale (Polônia, 2011) e o Pocket Film Festival no Centre Pompidou (Paris, 2007). Integrou Réseaux-Mondes (Centre Pompidou, Paris, 2022) e Out of this World (Centre Pompidou, Paris, 2023), a New York Triennial of Latin American Art (NYLAAT, Lehman College Art Gallery, 2025) e o Ars Electronica Festival (Linz, Áustria, 2025). Na Zipper Galeria, realizou as individuais Biastiário: matriz das malícias (2025), Rituais da Complexidade (2021), Iceberg (2018) e Mindscapes (2012).
Recebeu, dentre outros, o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (Brasil, 2009), o Mídias Locativas Arte.Mov (Brasil, 2008) e o Vida Artificial (Espanha, 2008), além do PROAC por histórico de realização em Artes Visuais (São Paulo, 2021) e de indicações ao Prêmio CIFO-Ars Electronica em 2022, 2023, 2024 e 2025. Foi professor convidado na PUC-SP, FAAP-SP e Senac-SP, e atualmente é professor da pós EAD em Arte Contemporânea e Audiovisual da FAAP/Uol. Ministra palestras e workshops em instituições públicas, privadas e do terceiro setor, como Stony Brook University (Nova York), Cyberfest (São Petersburgo, Rússia), Naustruch (Sabadell, Espanha) e Visiones Sonoras (Morelia, México). Organizou projetos e exposições como Motomix 2007, Papermind Brasil e Projeto !wr?, e entre 2015 e 2018 foi curador e diretor artístico do Red Bull Station, em São Paulo. Suas obras integram coleções como CCSP, MAC Goiânia, MAR-RJ, MARGS, EAC Montevidéu, Fundação Luis Seoane (A Corunha) e Universidade de Arte de Musashino (Tóquio).

