Rizza Belo Horizonte, MG, Brasil, 1985

Transitando entre escultura e instalação, Rizza desenvolve uma pesquisa centrada na relação entre espectador, luz e espaço. Sua prática investiga fenômenos ópticos capazes de gerar interações visuais e espaciais dinâmicas, produzindo trabalhos que ativam o ambiente por meio de reflexos, deslocamentos e variações perceptivas. Embora estruturalmente estáticas, suas obras se transformam na experiência, à medida que o movimento do público e as mudanças do entorno revelam seu dinamismo e sua relação de simbiose com o meio.

 

O encontro entre arte, ciência e tecnologia ocupa um lugar importante em sua produção. Autodidata, a artista incorpora recursos tecnológicos e processos industriais que permitem a manipulação e modificação dos materiais, explorando modelagem 3D, parâmetros de programação algorítmica, além de técnicas de corte, dobra e fundição. Sua obra articula rigor construtivo e experiência sensorial, expandindo os limites da escultura em escalas que vão do objeto à instalação de grande porte.

 

Desde 2017, Rizza apresenta seu trabalho em exposições no Brasil e no exterior. Em 2019, realizou em São Paulo seu primeiro trabalho instalativo, House of Energy, além da intervenção pública Reflexão, em Belo Horizonte, contemplada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Em 2020, ocupou a Praça Adolpho Bloch com a obra pública A Criação, posteriormente instalada também na Praça Victor Civita. Em 2021, apresentou na Zipper Galeria a individual Tudo que é uno se divide, consolidando sua representação pela galeria. Em 2024, passou a integrar a Usina de Arte com a instalação Fóton. Em 2025, realizou a individual Gesto Paramétrico, na Zipper, aprofundando sua pesquisa com softwares paramétricos e afirmando a matemática como linguagem visual em obras de escala monumental. No mesmo ano, participou do projeto Contemporâneas Vivara, com intervenções em pontos emblemáticos de São Paulo, como a Praça das Artes, a Avenida Paulista e o Metrô Consolação. As obras dessa série tiveram ainda desdobramentos institucionais: Auri passou a integrar o acervo do Museu FAMA, em Itu, enquanto Aurum integrou o programa MON sem Paredes, do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.