Flávia Junqueira São Paulo, Brasil, 1985
Alice in Wonderland, José de Creef, 1959, Central Park, New York, 2026
Pigmento mineral sobre papel de algodão
146 x 220 cm
A escultura fica na margem norte do Conservatory Water, o pequeno lago do Central Park onde ainda hoje se veem crianças e adultos guiando barquinhos de vela em miniatura. Ali...
A escultura fica na margem norte do Conservatory Water, o pequeno lago do Central Park onde ainda hoje se veem crianças e adultos guiando barquinhos de vela em miniatura. Ali o escultor espanhol José de Creeft instalou em 1959 o grupo de bronze inspirado em "Alice no País das Maravilhas", presente do editor George Delacorte, dono de uma casa de revistas populares, que o encomendou em memória de sua esposa, Margarita, e o quis desde o início como um brinquedo, feito para ser escalado e tocado pelas crianças.
As décadas de mãos pequenas subindo pelo bronze deixaram nas partes mais tocadas um brilho polido que nenhuma pátina planejada alcançaria, enquanto ao redor correm gravados no granito versos do "Jabberwocky", considerado um dos mais célebres poemas de nonsense da língua inglesa. Escrito por Lewis Carroll, pseudônimo do inglês Charles Dodgson, autor da própria Alice, o poema é feito quase todo de palavras inventadas e surge, nas aventuras da personagem, impresso ao contrário, de tal modo que ela só o decifra refletido no espelho. Na pedra está gravada a estrofe de abertura, que começa com "'Twas brillig, and the slithy toves".
As décadas de mãos pequenas subindo pelo bronze deixaram nas partes mais tocadas um brilho polido que nenhuma pátina planejada alcançaria, enquanto ao redor correm gravados no granito versos do "Jabberwocky", considerado um dos mais célebres poemas de nonsense da língua inglesa. Escrito por Lewis Carroll, pseudônimo do inglês Charles Dodgson, autor da própria Alice, o poema é feito quase todo de palavras inventadas e surge, nas aventuras da personagem, impresso ao contrário, de tal modo que ela só o decifra refletido no espelho. Na pedra está gravada a estrofe de abertura, que começa com "'Twas brillig, and the slithy toves".
