Ivan Grilo Itatiba, SP, b. 1986

Ivan Grilo (Itatiba, SP, Brasil, 1986) vive e trabalha em São Paulo. Sua prática reúne fotografia, escultura, instalação e objeto, articulada por uma poética dedicada à sensibilidade afetiva, às camadas políticas e às questões ligadas à passagem do tempo.

 

A literatura é elemento basilar de seus trabalhos. A escrita conduz uma investigação contínua sobre memória, silêncio e linguagem, e materializa-se, predominantemente, em frases fundidas em bronze. Ao fundir palavras em um metal associado à durabilidade e à permanência, Grilo opera uma transmutação simbólica que converte o intangível em matéria concreta. Há, contudo, uma subversão deliberada nesse gesto. O bronze, convencionalmente ligado à monumentalidade, é empregado para acolher frases sensíveis que remetem à transitoriedade e à delicadeza da existência humana. Muitos de seus textos são redigidos em tom de mantra, frases que precisam ser lidas, pronunciadas e meditadas para terem seus sentidos plenamente acessados, convocando o público à posição de locutor da obra.

 

Realizou as individuais Cheguei, cheguei. Lar, lar, lar., na Zipper Galeria (São Paulo, 2025); Nem todo fato é narrável, na Zipper Galeria (São Paulo, 2013); Terra protegida, terra prometida (2025), na Société Interludio (Cambiano, Turim, Itália); Aqui estou, estamos, na Luciana Caravello Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, 2020); Amanhã, logo à primeira luz, na Casa Triângulo (São Paulo, 2019); Escribe una carta de amor, na Mana Contemporary + The 55 project (Miami, 2018); Morrer para germinar, no CACW (Ribeirão Preto, 2018); Preciso te contar sobre amanhã, na Luciana Caravello (Rio de Janeiro, 2016); Eu quero ver, na Casa Triângulo (São Paulo, 2015); Quando cai o céu, no Centro Cultural São Paulo (2014); Quase/Acervo, no Museu da República (Rio de Janeiro, 2013); e Ninguém, no Paço das Artes (São Paulo, 2011).

 

Participou de coletivas como Adiar o fim do mundo, na FGV Arte (Rio de Janeiro, 2025, com curadoria de Paulo Herkenhoff e Ailton Krenak); MACBA Collection (Prelude. Poetic Intention), no Museu d'Art Contemporani de Barcelona (2025); Técnicas de diversão na arte contemporânea, no MAM-SP (2024); Todo y nada están ahí para ser dichos, no MUNTREF (Buenos Aires, 2024); Beyond the Sounds of Silence, no Lowe Art Museum (Miami, 2022); Língua Solta, no Museu da Língua Portuguesa (São Paulo, 2021); Latinoamérica en las colecciones CA2M y Fundación ARCO, na Sala Alcalá 31 (Madri, 2019); Il coltello nella carne, no PAC (Padiglione d'arte contemporanea, Milão, 2018); Lugares do Delírio, no SESC Pompeia (São Paulo, 2018); Avenida Paulista, no MASP (São Paulo, 2016); Ao amor do público, no MAR (Rio de Janeiro, 2016, com curadoria de Paulo Herkenhoff); BIENALSUR (Buenos Aires, 2017); a 2nd Ural Biennial of Contemporary Art (Yekaterinburg, Rússia, 2012); e a 16ª Bienal de Cerveira (Portugal, 2011).

 

Recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2012), o PROAC Artes Visuais (2013), o Prêmio illy sustainArt na SP-Arte (2015), o Prêmio Foco Bradesco ArtRio (2016) e o Prêmio Fundação Marcos Amaro na SP-Arte (2017), além de indicações ao PIPA em 2012, 2014 e 2017. Foi residente nas Ilhas Canárias (Espanha, 2024), na AnnexB (Nova York, 2018), no Chão SLZ (São Luís, 2017) e no Humus Interdisciplinary Residence (Padova, Itália, 2016).

 

Suas obras integram coleções como Solomon R. Guggenheim Museum, MoMA, Metropolitan Museum of Art e New York Public Library (Nova York), MACBA (Barcelona), Reina Sofía (Madri), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Pérez Art Museum (Miami), Fundación ARCO / CA2M (Madri), MAC-USP, MAM-SP, MASP, MAR e Coleção Gilberto Chateaubriand (MAM-RJ).