Obras de Felipe Góes entram para acervos públicos de São Paulo

Quatro pinturas de Felipe Góes, artista representado pela Zipper Galeria, passam a integrar duas importantes coleções públicas
September 19, 2026
Obras de Felipe Góes entram para acervos públicos de São Paulo

Pintura 359 e Pintura 424 ingressam na coleção do Museu de Arte Brasileira (MAB FAAP), com curadoria de Marcos Moraes e Laura Rodríguez e interlocução institucional de Luis Sandes, em uma incorporação cuja logística foi conduzida pela Zipper Galeria. Já Pintura 334 e Pintura 378 passam a compor o Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, com curadoria de Renata Rocco.

 

Os dois conjuntos reúnem nomes de destaque da produção moderna e contemporânea brasileira, de modo que a chegada dessas telas amplia a circulação do trabalho do artista e reforça sua presença em instituições dedicadas à preservação da memória artística do país.

 

 

Nascido em São Paulo em 1983, Felipe Góes vive e trabalha na cidade e se dedica à produção autoral desde os 22 anos. Formado em Arquitetura pela Universidade Mackenzie, estudou História da Arte com Rodrigo Naves e cursou Pintura no Instituto Tomie Ohtake, sob orientação de Paulo Pasta, de 2008 a 2012, formação que prossegue, desde 2024, no mestrado em Pintura (Painting MFA) do Savannah College of Art and Design (SCAD), nos Estados Unidos.

 

Sua pesquisa investiga a produção e a percepção de imagens na contemporaneidade a partir do recorte da paisagem natural e do cosmos. As pinceladas expressivas e a paleta de cores vibrantes, ousadamente fantasiadas, fazem de cada tela uma janela aberta em que o espectador projeta as próprias lembranças. Nascidas do encontro da memória com a fantasia, essas paisagens se configuram como "não-lugares" que beiram a abstração e servem de dispositivo para pensar a natureza e a existência no planeta.

 

 

As novas incorporações se somam a conjuntos institucionais que já reuniam obras do artista. Seus trabalhos integram o acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre, e o do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), que em 2025 o incluiu na mostra "Grandes Formatos: A Pintura no Acervo do MACS". Ribeirão Preto concentra duas instituições que abrigam sua produção, o Museu de Arte de Ribeirão Preto e o Instituto Figueiredo Ferraz, enquanto no Sul do país o artista está representado também no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, em Pelotas, e no Museu de Arte de Blumenau. Fora do Brasil, obras suas pertencem à Kentler International Drawing Space, em Nova York, e ao Mesa Community College, no Arizona, e fazem parte ainda das Coleções Marcos Amaro, presentes no Brasil e na Suíça.

 

 

Na Zipper Galeria, o artista realizou as individuais Disco Celeste (2023), com texto crítico de Mario Gioia, e Ser Ilha (2025), acompanhada de texto de Renata Rocco. 

 

O artista vem construindo uma pesquisa consistente em torno da paisagem como campo de invenção. A entrada de quatro pinturas no MAB FAAP e nos Palácios do Governo do Estado de São Paulo consolida esse percurso ao levar sua produção a acervos públicos de referência.

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