Mario Ramiro (Taubaté, SP, Brasil, 1957) vive e trabalha em São Paulo. Artista multimídia formado pela ECA-USP (1978-1982), com bolsa DAAD na Kunstakademie Düsseldorf (1992-1993), mestrado em Fotografia e Novas Mídias pela Kunsthochschule für Medien Köln (Alemanha, 1994-1997) e doutorado em Artes Visuais pela ECA-USP (2008). É professor do Departamento de Artes Plásticas e do programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da USP.
A produção de Ramiro reúne intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografia e arte sonora. Desde o final da década de 1970, o artista opera os meios técnicos para refletir sobre a produção e o consumo de imagens, em obras que nasceram em contexto liminar (quando o Brasil ainda vivia sob os efeitos da ditadura militar), e lançam mão de impressões xerográficas como suporte central. Em 1979, integrou o coletivo 3NÓS3, com Hudinilson Jr. e Rafael França, referência histórica de intervenções urbanas e arte experimental nos anos 1980 no Brasil. Ramiro é também músico, integrante da banda Do/Z, ao lado de Adriano Leal, Diogo de Nazaré e Pedro Palhares.
A pesquisa do artista se desdobra em performances sonoras com grupos como Kurokos, Os Macaco e TheBanda, em curadorias e em projetos de longa duração que se reapresentam internacionalmente. Em 2025, assinou a curadoria da exposição Arte rock, samba, tropicália, pop, punk, noise na École Supérieure des Beaux-Arts de Bordeaux, na França, e teve obras incluídas em Hudinilson Jr. Echoes in Xerox, no Kunsthaus Pasquart (Biel, Suíça).
Realizou as individuais Improvável, na Zipper Galeria (São Paulo, 2017); Above all, they had no fear of Vertigo, na Peter Kilchmann Gallery (Zurique, Suíça, 2022 e 2024); Caixa Preta, na Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre, 2018); Arte Veículo, no SESC Pompeia (São Paulo, 2018); 3NÓS3: nômade, clandestino e impresso, na Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, 2022); Abrakadabra, na Galeria Jaqueline Martins (2014); Ruído Branco, na Galeria Jaqueline Martins (2013); e Cine-Roboticismo, na Galeria Obra Aberta (Porto Alegre, 2001). Participou de coletivas internacionais com o coletivo 3NÓS3, como Resistance Performed, no Migros Museum für Gegenwartskunst (Zurique, 2015); Perder la forma humana, no Museo Reina Sofia (Madrid, 2012); Espaço Aberto/Espaço Fechado, no Henry Moore Institute (Leeds, 2006); e Kollektive Kreativität, no Kunsthalle Fridericianum (Kassel, 2005). Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo (Mostra Paralela, 2002), da 30ª Bienal de São Paulo (programa de rádio Mobile Radio com o grupo Kurokos, 2012), da III e da 7ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2001 e 2009), da The Liverpool Biennial (Inglaterra, 2002) e da 9ª Bienal de Havana (Cuba, 2006).

