Monica Piloni Curitiba, Brasil, 1978

Monica Piloni (Curitiba, PR, Brasil, 1978) vive e trabalha em Bruxelas, Bélgica. Formada pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP, 2002) e mestranda em Escultura na École nationale supérieure des arts visuels de La Cambre (Bruxelas, 2025), constrói sua obra em escultura, objeto e fotografia a partir do corpo feminino tratado como matéria plástica sujeita a operações de espelhamento, desmembramento e multiplicação.

Sua pesquisa investiga a sexualização da figura feminina em diálogo crítico com a tradição da escultura figurativa. Desde o início da trajetória, a artista utilizou o próprio corpo como modelo para a produção de moldes em lifecasting, emprestando suas medidas e silhueta às figuras que cria. Esse gesto, que parte do autorretrato, expandiu-se até se tornar um retrato simbólico da experiência feminina em sentido amplo. Suas esculturas reconfiguram a anatomia humana ao apresentar membros que são subtraídos ou duplicados, rostos que desaparecem, pernas que se triplicam para sustentar corpos que giram sobre si mesmos. O acabamento em pintura automotiva acetinada, a pele de textura industrial e o cabelo sintético reforçam a artificialidade deliberada das figuras.

Piloni lida com o objetivo estético e conceitual de alcançar o unheimlich freudiano, aquilo que é familiar e inquietante simultaneamente, capaz de provocar repulsa e fascínio no observador. A morbidez presente em sua obra confere uma nebulosidade aos corpos nus, que se apresentam em poses imponentes e uma sensualidade perturbadora.

Entre as individuais realizadas, destacam-se Humanas, demasiado humanas, na Zipper Galeria (São Paulo, 2022); Ciclo, na Zipper Galeria (São Paulo, 2019); Simetrias Dissidentes, no Museu de Arte Contemporânea de (Sorocaba, 2022) e Allegories of Triversity, na Galerie Met (Berlim, 2024).

Integrou coletivas como MEME, no Br@asil da memeficação, na itinerância CCBB (São Paulo, DF, BH, RJ, 2025); Corpos explícitos, corpos ocultos, na Pinacoteca do Ceará (Fortaleza, 2025); e Bienal TRIO, no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2015). Internacionalmente, participou de Présence, no Hôtel Boël (Bruxelas, 2026); 19 Travaux / 19 Incidents, no Botanique (Bruxelas, 2026); Non-Functional Anatomies, na Highnumbers Gallery (Bruxelas, 2025); K1 & K2, na WARP Contemporary Art Platform (Sint-Niklaas, Bélgica, 2025); Ghost in the Shell, na Glue (Berlim, 2025); Clairvoyance, na Galeria Guy Hepner (Nova York, 2016), SEASON S 2, na Imaginair Art Space (Bruxelas, 2025); STARTERS & MASTERS, na Kunstenplatform WARP (Sint-Niklaas, 2025); Female Gaze, na Galeria Artcrush (Bruxelas, 2024); e Embassy of Food, na Dutch Design Week (Eindhoven, 2017).

Recebeu Menção Honrosa na Bienal do Triângulo Mineiro (Uberlândia, 2007), o 4º Prêmio Philips de Artes para Jovens Talentos (MASP, 1997) e o 2º Prêmio da EMBAP (1997). Suas obras integram coleções como MAC Niterói (Coleção João Sattamini), Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), Instituto Figueiredo Ferraz, Kunstenplatform WARP (Sint-Niklaas) e Casa Caus (Lisboa).