Rodrigo Braga Manaus, Brasil, 1976

Rodrigo Braga (Manaus, AM, Brasil, 1976) vive e trabalha entre Paris e Rio de Janeiro. Criado em Recife, é graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE, 2002). Sua produção transita entre fotografia, vídeo, pintura, instalação e ações performáticas, com pesquisa que se desdobra nas relações entre corpo, matéria e paisagem, e na fusão, no mesmo universo, do humano e do não humano.

 

O artista realiza ações performáticas em paisagens naturais e utiliza o próprio corpo para intervir no ambiente ou se integrar a ele. Influenciado por uma família de biólogos e ambientalistas, investiga a relação conflituosa entre ser humano e meio ambiente, com foco em conceitos como mimese e biomimese. Braga se define como "fotógrafo agricultor", em contraposição aos fotógrafos-caçadores: as suas fotografias são precedidas por um desenho, e o artista não usa pós-processamento digital. Costuma passar semanas, às vezes meses, imerso na floresta para suas imagens.

 

A partir de 2018, a paleta do artista transformou-se, ganhando tons mais escuros, com incorporação de carvão, vegetação seca, fogo e sangue. Braga associa essa virada cromática ao contexto político e ambiental do Brasil naquele período. Suas obras investigam camadas simbólicas de elementos como ovos, olhos, sementes, galhos, pedras e terra, que aparecem como signos instáveis.

 

Recebeu o Prix SAM Art Projects do Palais de Tokyo (Paris, 2015), o Prêmio MASP Artista Emergente (São Paulo, 2013), o Prêmio PIPA Voto Popular do MAM-RJ (2012), o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2010) e o Prêmio Marcantonio Vilaça da Funarte/MinC (2009), além de indicações ao Prix Pictet (2012, 2017) e ao Paul Huf Award (2010, 2012). 

 

Realizou as individuais Um presente para o futuro, na Zipper Galeria (São Paulo, 2026); Ponto Zero, na Zipper Galeria (2022); Feu noir / Fogo preto, na Galeria Le Salon H (Paris, 2024); Nullpunkt, MQ Freiraum no MuseumsQuartier (Viena, Áustria, 2024); Mer Intérieure, no Palais de Tokyo (Paris, 2016); entre outras, além do projeto Agricultura da Imagem, que ocupou espaços como SESC Belenzinho (São Paulo, 2014), Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, (Portugal, 2019), Museu do Estado de Pernambuco (Recife, 2018), Galeria BNDES (Rio de Janeiro, 2016) e Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Fortaleza, 2015).

 

Participou de coletivas como Coexistência: Frans Krajcberg, Sebastião Salgado e Rodrigo Braga, no Jardin d'Agronomie Tropicale (Paris, 2025); A Hypothetical Show for a Closed Museum, no M Woods (Beijing, 2020); The Main Complaint, no ZEITZ MOCAA (Cidade do Cabo, 2018); Past/Future/Present: Contemporary Brazilian Art from MAM-SP, no Wexner Center for the Arts (Ohio, 2017); Mythologies, na Shiseido Gallery (Tóquio, 2012); Eloge du Vertige, na MEP (Paris, 2012); Soft Power. Arte Brasil, no Kunsthal KAdE (Amersfoort, 2016); e Visions of Nature, no Kunst Haus Wien (Viena, 2017). Participou da 30ª Bienal Internacional de São Paulo (2012), da Jogja Biennale XIV (Indonésia, 2017), da I Bienal MASP/Pirelli de Fotografia (2014) e da 16ª Bienal de Cerveira (Portugal, 2011 e 2024). 

 

Foi residente na Cité Internationale des Arts (Paris, 2011), na Residency Unlimited / Dead Horse Bay (Nova York, 2013) e no Flanders Fields Museum (Ypres, Bélgica, 2010). 

 

Publicou Ponto Zero (Fotô Editorial, 2025), Agricultura da Imagem (SESC, 2014), Ciclos Alterados (Tomie Ohtake, 2012) e Desejo Eremita (2010). 

 

Suas obras integram acervos como Maison Européenne de la Photographie (Paris), Coleção Gilberto Chateaubriand / MAM-RJ, MAM-SP, MAR, MAMAM (Recife), Banco Itaú e Coleção PIPA.