Dando continuidade a uma série de pesquisas conduzidas pela Arts Economics em parceria com o UBS ao longo da última década, o recente estudo Art Basel and UBS Survey of Global Collecting 2025 analisou dez mercados: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Suíça, China Continental, Hong Kong, Singapura, Japão e Brasil – todos eles pólos consolidados de riqueza de alto patrimônio e centros relevantes de compra e circulação de arte.
A partir dos dados apresentados, reunimos a seguir quatro insights essenciais para quem deseja adquirir obras de arte em 2026 no Brasil.
Conteúdo do artigo:
Preferência por artistas consagrados
Pela primeira vez em anos, os brasileiros apresentam uma preferência esmagadora por artistas estabelecidos, os chamados “blue-chips”, que hoje ocupam 53% dos acervos nacionais. Em contrapartida, o país registra a menor fatia global de artistas novos e emergentes, com apenas 30%.

Vista da exposição Zipper Open 2024. Crédito: Gui Gomes
Já para quem deseja reverter a estatística, a recomendação é uma visita às atuais exposições em cartaz na Zipper: 17º Salão dos Artistas Sem Galeria e “Cuidado com a pintura” de Célio Braga no programa Zip’Up. Como a maioria dos colecionadores está competindo pelos mesmos artistas blue-chip, os artistas emergentes de alta qualidade se encontram em um mercado menos concorrido. O que significa que é o momento ideal para comprar obras de artistas jovens no mercado que já possuem validação institucional (como o próprio Salão dos Artistas Sem Galeria), mas cujos preços ainda não dispararam porque o “grande capital” brasileiro está focado apenas no topo da pirâmide.
Meios tradicionais em foco
Segundo o relatório, o país lidera na concentração de meios tradicionais (pintura, escultura e obras sobre papel), que representam 62% do total das coleções. O Brasil também tem a maior média de gastos em esculturas (21%).
Felipe Góes, Pintura 382, 2021
Essa concentração em meios tradicionais indica que o colecionador brasileiro médio foge da volatilidade extrema de ativos puramente especulativos (como os picos e vales das NFTs e arte puramente digital). Obras físicas têm um histórico secular de valorização e revenda. Isso representa uma carteira de ativos com liquidez mais previsível no mercado secundário (leilões e revendas entre colecionadores), já que a demanda por esses meios é constante e consolidada.
Representação feminina nas coleções

Katia Maciel, Círculo Vicioso, 2018
O Brasil apresenta a menor representação de artistas mulheres em suas coleções, com apenas 40% das obras pertencendo a artistas do gênero feminino.
Entretanto, as mulheres colecionadoras no país são as principais impulsionadoras da diversidade. Elas possuem 45% de obras de artistas mulheres em seus acervos, enquanto os homens colecionadores brasileiros possuem apenas 36% – o que indica uma tendência de correção de mercado.
Nesse sentido, vale considerar que obras de artistas mulheres brasileiras (históricas e contemporâneas) possuem um potencial de valorização por “ajuste de mercado”. Investir em nomes femininos agora é, além de uma questão ética, uma estratégia inteligente de antecipação.
Visite a Zipper Galeria
Enquanto o mundo caminha para modelos híbridos, o colecionador brasileiro ainda prioriza o contato físico e a experiência presencial como pilares fundamentais de sua jornada de compra. O relatório da UBS revela que, em oposição à tendência digital, o Brasil possui o maior índice de colecionadores que preferem a visita presencial à galeria para concluir suas aquisições, alcançando 53% da amostra.
Se você se identifica com esse perfil, faça uma visita à Zipper. A galeria está localizada na Rua Estados Unidos, 1494, em São Paulo, e funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; e aos sábados, das 11h às 17h.

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