Zipper Galeria na ART.PE 2026

A Zipper participa pela primeira vez da Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco
Outubro 6, 2026
Zipper Galeria na ART.PE 2026

Em outubro, a Zipper Galeria vai ao Recife pela primeira vez para participar da ART.PE — Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, de 14 a 18 de outubro, no Recife Expo Center. Parte do que a galeria leva ao estande G2 faz uma viagem de volta. São obras feitas em Pernambuco, obras que partem de imagens do estado e obras de um artista que começou ali.

 

Flávia Junqueira - Theatro de Santa Isabel, 1841 #1, Recife

 

Em 2021, Flávia Junqueira entrou no Theatro de Santa Isabel e no Cinema São Luiz, no Recife, e no Mosteiro de São Bento, em Olinda, e ocupou esses espaços com balões. No Santa Isabel, eles sobem presos por fios e tomam a plateia e os balcões sob o lustre central. Muita gente da cidade conhece esses lugares de cor, e agora pode vê-los atravessados por outra luz.

"O Recife conhece o Theatro de Santa Isabel e o Cinema São Luiz de perto. As fotografias da Flávia mostram esses lugares com outro olhar, e poder expor isso para o público daqui é especial." — Osmar Santos

Camille Kachani - D’après Frans Post- vista de Olinda

 

Olinda aparece de novo no estande, agora pelo olhar do século XVII. O pintor holandês Frans Post chegou ao Brasil em 1637 e ainda pintava Olinda em 1662. Em "D'après Frans Post: vista de Olinda" (2026), Camille Kachani refaz uma dessas vistas à mão, em nanquim e grafite. A igreja em ruínas, as figuras no caminho e o rio ao fundo ficam atrás de uma vegetação que toma o primeiro plano. O desenho continua a pesquisa de "Uma contra-história do Brasil", individual do artista na Zipper em 2025, em que ele relê a história oficial do país a partir dos povos que ela silenciou.

"A Olinda que o Kachani desenhou a partir de Frans Post está a mais de três séculos e meio da pintura holandesa. Trazer esse desenho para Pernambuco é o que mais me emociona." — Lucas Cimino

Rodrigo Braga - Equilíbrio aparente - Galhos (da série Ponto Zero)

 

Rodrigo Braga nasceu em Manaus, mas foi no Recife que cresceu e se formou, em Artes Plásticas pela UFPE, em 2002. Ele se define como "fotógrafo agricultor". Cada imagem começa num desenho e é construída no próprio lugar, com terra, água, carvão e o corpo do artista, sem pós-processamento digital. Na feira, a série "Ponto Zero" aparece em duas fotografias, "Aurora" e "Presságio (Fulgor #01)", e em pinturas sobre lona presas à parede por hastes fundidas em latão: as bandeirolas, um estandarte e as peças "Equilíbrio aparente".

"O Rodrigo Braga se formou na UFPE, e o trabalho dele passou pelo Palais de Tokyo e pelo MASP. Mostrar a série 'Ponto Zero' no Recife é levar esse percurso de volta à cidade onde ele começou." — Fabio Cimino

Quatro artistas completam o estande:

  • Janaina Mello Landini desfaz uma corda em filamentos mínimos sobre o linho. Nas Ciclotramas, o fluxo se converte em volume, e o que está oculto não é ausência, é acúmulo.
  • Daniel Mullen é escocês e vive em Roterdã. Ele sobrepõe veladuras de acrílica até que as faixas da série "Proximity" pareçam se dobrar no centro da tela.
  • Ivan Grilo funde frases em bronze. Uma delas é a lista de catorze ações de "Novos bálsamos sagrados", que só se completa quando alguém a lê em voz alta.
  • Giovani Caramello esculpe em resina, pintada à mão, um menino de mochila parado de pé, com 60 cm de altura.

 

Serviço
ART.PE 2026
Zipper Galeria · Estande G2
14 a 18 de outubro de 2026
Recife Expo Center · Cais Santa Rita, 156 · São José · Recife

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